Living with a strong woman is not easy!

Many women talk about their desire to have a partner who understands them, to accompany them, to make them feel special. To hear them at any moment, live their dreams, share their ideals.

Women of strong character, convinced of their choices and goals, are also women with fears, insecurities and weaknesses. But there is what they are and there is what they choose to show.

It’s not easy for a man to live with a woman who, consciously or not, makes him feel “less than she”. That makes him feel like he is not necessary in her life. Whatever the circumstance is, the woman at his side, arranges a solution for everything. Who has such strong convictions, such high ideas and dreams so striking, that his convictions, ideals and dreams have no space within the “couple” space.

And then, in the wrong way, this man decides to pass on the message that “things” are not right. He has acts of rebellion, cries of revolt, escapes to other places where he feels special again because he has space to be who he is … At this moment, when the woman’s pain is activated, she shows her weaknesses, insecurities and lack. But almost always with a finger pointing to the other side. Man, somehow repentant in the explosive and unthinking way he gave his “cry of revolt,” assumes that he is making the other side suffer. What happens to this? Anything! The woman re-activates the powerful warrior that she is, the man again wants to do what is supposed to be correct, until the wheel of life continues to rotate and nothing has changed. The revolt ends up manifesting again, the bodies of pain are repeatedly activated and with this, there is only regret.

Did the woman wonder about the reason for his partner’s revolt or flight behavior? Did she wonder what her role and responsibility were in that situation?

Has the male element of the relationship opened the heart before the explosion takes place, to show with all emotion what it needs to happen to feel happy again? Has the man already conveyed that as a man, he needs to feel that he has value to her? That he is useful? That he is the “man” of the house?

And being the “man” of the house does not mean being the authority, the domineering element, and the most capable person at home. Being a man means that he needs to feel that he promotes security, protection, joint resolution of problems, companionship, part of the structure and pillars of the couple and / or family. The woman, with this, does not need to feel that she loses power, authority, abilities and space to be heard (as happened so many years ago and with so many women). The woman, just needs to realize that she can leave some of the armor of a warrior, of whom everything can, to let herself be cared for. To feel valued in what should be a partnership and not a team that competes for space and time.

Why is it that a woman does not allow herself to show her fragility, sensitivity and emotion? Why is it not permissible for a man to feel that he has value, even when the woman solves a problem or performs a task which in ancient times was attributed to men? Why does not the couple work as a team, feeling that both are autonomous and capable if they wish, but that together and as a team have much more to gain and grow?

Why do men and women continue in relationships that seem to be assumed as proofs of overcoming who they are? Who do they want to overcome? Do they want to outdo each other or do they want to outdo themselves? And overcome for what? To continue to feel that there is no one to complete them? That life is much easier if they are alone? Why do they get everything without the help of the other?

But if they really feel that they can do it all by themselves, should not these men and women choose to be really ALONE? Why do they continue to nurture a relationship that seems to feed more on negative reinforcements than on moments of happiness, harmony, and pleasure? Maybe because they need more of the other than they want to admit.

Women and men … should not it be better to remove the masks, the armor, and stop resisting the need for us all to share our lives with someone? Is not the love that moves us? Isn’t the healthy bond to the other that makes us grow and makes us richer?

We grate to the heavens for a companion who understands us, but then we make it a point to show by our words, actions and life ideal that we are capable of everything by ourselves. We do not realize that on the other side, they will not think, “I have a woman who is capable of everything, is strong and determined.” On the other side, many of these men, because they have their insecurities, fears and shortcomings, will think, “She does not need me for anything. What value do I add to her life?

I am not saying that they should stop being strong women so that men feel more capable. What I am saying is that women must share their strengths and abilities, while sharing their feelings, insecurities and needs.

The couple should, together, question who is by their side about their feelings and weaknesses. They must cooperate for a joint growth, reinforcing the individual capacities of each one. This way a couple with a healthy structure can grow.

Advice? Love yourself very much and allow yourself to receive the love of the other!

Marta Pica Rodrigues

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Viver com uma mulher forte não é fácil…

Muitas mulheres falam sobre o desejo de terem um companheiro que as compreenda, que as acompanhe, que as faça sentir especiais. Que as ouça em qualquer momento, que viva os seus sonhos, que partilhe dos seus ideais.

Mulheres de carácter forte, convictas das suas escolhas e dos seus objetivos, são também mulheres com medos, inseguranças e fragilidades. Mas há aquilo que são e há aquilo que escolhem mostrar. 

Não é fácil para um homem viver com uma mulher que, conscientemente ou não, o faz sentir “inferior”. Fá-lo sentir que não é necessário. Seja para que circunstância for, a mulher que está ao seu lado, mostra que arranja solução para tudo. Que tem convicções tão fortes, ideais tão elevados e sonhos tão marcantes, que as convicções do parceiro, os seus ideais e sonhos não têm espaço dentro do espaço “casal”. Em consequência e à maneira deles, decidem passar a mensagem de que as “coisas” não estão bem. Acabam por ter atos de rebeldia, gritos de revolta, fugas para outros lugares onde se sentem especiais de novo, apenas porque têm espaço para ser quem são… Nesses momento, em que o corpo de dor das mulheres é ativado, elas mostram as suas fragilidades, inseguranças e carências. Mas quase sempre com um apontar de dedo para o outro lado.

Os homens, de alguma forma arrependidos pela maneira explosiva e não pensada como deram o seu “grito de revolta”, assumem que estão a fazer sofrer o outro lado. O que acontece com isto? Nada! A mulher volta a ativar a guerreira poderosa que há em si, o homem volta a querer fazer o que supostamente está correto, até que a roda da vida continua a girar e como nada mudou, a revolta acaba por se manifestar novamente. Volta a mágoa, porque nem um nem outro se dedicaram a ver o que se passa na perspectiva certa: que é de dentro para fora. 

Será que a mulher se questionou sobre o motivo dos comportamentos de revolta ou fuga do companheiro? Será que ela se questionou sobre qual o papel e responsabilidade dela naquela situação?

Será que o elemento masculino da relação abriu o coração antes da explosão se dar, para mostrar com toda a emoção o que precisava que acontecesse para voltar a sentir-se feliz? Será que o homem já transmitiu que como homem (porque isto está nos genes de uma forma ou de outra), precisa de sentir que tem valor para ela? Precisa de sentir que é útil? Precisa de sentir que é o “homem” da casa? 

E ser o “homem” da casa não significa ser a autoridade, o elemento dominador e a pessoa mais capaz em casa. Ser o homem significa que precisa de sentir que promove a segurança, proteção, resolução conjunta de problemas, companheirismo, parte da estrutura e dos pilares do casal e/ou da família. A mulher, com isto, não precisa de sentir que perde poder, autoridade, capacidades e espaço para ser escutada (como aconteceu há tantos anos atrás com tantas mulheres). A mulher, precisa apenas de perceber que pode deixar um pouco a armadura de guerreira, de quem tudo consegue, para se deixar ser cuidada. Para se sentir com valor naquela que deve ser uma parceria e não uma equipa que entra em competição por um espaço e tempo.

Porque não se permite uma mulher mostrar-se frágil, sensível, emotiva… sem ser quando o seu campo de dor é ativado? Porque não se permite o homem sentir que tem valor, mesmo quando a mulher resolve um problema ou executa uma tarefa que na antiguidade era atribuída aos homens? Porque não trabalham em equipa, sentindo que ambos são autónomos e capazes se assim desejarem, mas que juntos e em equipa têm muito mais a ganhar e a crescer? 

Porque continuam homens e mulheres em relacionamentos que parecem ser assumidos como provas de superação a quem são? Quem querem superar? O outro ou a si mesmos? E superar para quê? Para continuarem a sentir que não há ninguém que os complementa? Que a vida é muito mais fácil se estiverem sozinhos? Porque no fundo conseguem tudo sem a ajuda do outro? 

Mas se realmente eles sentirem que conseguem tudo sozinhos, não deverão estes homens e mulheres optar por estar realmente SOZINHOS? Porque continuam a alimentar uma relação que, ao que parece, se vai alimentando mais de reforços negativos do que de momentos de felicidade, harmonia e prazer? Talvez porque precisam mais do outro do que querem admitir.

Mulheres e homens… não será melhor retirem as máscaras, as armaduras e deixarem de resistir à necessidade que todos nós tempos de partilhar a nossa vida com alguém? Não é o amor que nos move? Não será a ligação saudável ao outro que nos faz crescer e nos torna mais ricos?

Bradamos aos céus por um companheiro que nos compreenda, mas depois fazemos questão de mostrar pelas nossas palavras, ações e ideal de vida, que somos capazes de tudo sozinhas. Não nos apercebemos que do outro lado, eles não vão pensar: “Tenho uma mulher que é capaz de tudo, é forte e determinada”. Do outro lado, muitos destes homens, porque também eles têm inseguranças, medos e carências, vão pensar: “Ela não precisa de mim para nada. Que valor lhe acrescento eu?.

Não estou a dizer que devem deixar de ser mulheres fortes, de forma a que os homens se sintam eles mais capazes. O que estou a dizer é que as mulheres devem partilhar as suas forças e capacidades, ao mesmo tempo em que devem partilhar os seus sentimentos, inseguranças e carências.

O casal deve, em conjunto, deve questionar quem está ao seu lado sobre os seus sentimentos e fragilidades. Devem cooperar para um crescimento conjunto, reforçando as capacidades individuais de cada um. Assim pode crescer um casal com uma estrutura saudável.

Conselho? Amem-se muito e permitam-se receber o amor do outro!

Marta Pica Rodrigues

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Comments

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